Publicado em 10/04/2017 por Solange Argenta

Curso capacita para comunicação com alunos autistas

Curso comunicacao autismoUma parceria da Fiocruz Pernambuco com a Secretaria de Educação do Recife proporciona a capacitação de professores das escolas do município em estratégias de Comunicação Alternativa e Suplementar (CAS) para alunos autistas. A iniciativa visa a contribuir para o desenvolvimento da comunicação desses alunos e sua maior participação e inclusão escolar e social. Coordenado pelo servidor da Fiocruz PE Carlos Lucena e pela Divisão de Educação Especial da Prefeitura do Recife, o projeto foi iniciado no ano passado, com o curso de Comunicação Facilitada para Pessoas Autistas, que contou com a participação de 20 profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) de 12 escolas da cidade.

Este ano, de fevereiro a junho, uma série de encontros estão acontecendo quinzenalmente na Fiocruz PE para supervisionar a aplicação das estratégias aprendidas na capacitação. Os participantes se reúnem com a coordenação do curso para analisar e discutir vídeos das atividades realizadas com os alunos autistas. Além disso, o coordenador Carlos Lucena tem realizado visitas às escolas para sensibilização de gestores, pais de alunos, professores e acompanhantes de sala.

Curso comunicacao autismo - Carlos Lucena“Pretendemos que seja um trabalho de continuidade, para realmente contribuir na consolidação dessa iniciativa em toda a rede municipal de ensino do Recife”, explica Lucena. Com esse objetivo, ele também foi palestrante, no dia 03 deste mês, no II Simpósio sobre Transtorno do Espectro Autista, promovido pela Secretaria de Educação do Recife. O encontro teve a participação de cerca de 500 pessoas, na maioria profissionais da rede municipal de ensino.

Um levantamento preliminar mostra os primeiros resultados alcançados. As estratégias propostas no curso (CAS) estão em uso por 20 alunos autistas, oito dos quais já apresentaram algum avanço significativo em sua comunicação. E a capacitação já começa a contar também com multiplicadores. Duas professoras participantes do projeto realizaram palestras e cursos para outros profissionais de sete escolas da rede municipal, sobre os conteúdos aprendidos em sala de aula.

Depoimentos reunidos na última reunião de supervisão, realizada na quinta-feira (06/04), dão uma ideia dos impactos iniciais do projeto. A professora Luciana Lopes Peres, da Escola Municipal Severina Lira, declarou que “estamos vendo alguns de nossos jovens ‘desabrochar’, dar respostas que antes não davam, enfim, mostrarem que sabem talvez até mais do que supomos”. Para a professora Jeyse Anny de Oliveira, da Escola Municipal Engenho do Meio, “é possível perceber o quanto a equipe passou a acreditar e investir ainda mais no trabalho junto ao estudante, que demonstrou potencialidades antes escondidas pela falta de oralidade e comportamentos inadequados”. 

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