Publicado em 26/05/2010 por Adagilson Batista

Galeria de Ex-Diretores

  • Frederico Simões Barbosa (1950-1962/1965-1968)
    • Frederico_Simoes_BarbosaImportante personagem na construção da história da saúde pública e da epidemiologia no Brasil, Frederico Simões Barbosa iniciou atividades de pesquisa na década de 1940, sendo um dos primeiros a conduzir estudos epidemiológicos de longa duração.

      Graduado em Medicina e em História Natural, no Recife, Simões Barbosa especializou-se em Parasitologia e em Micologia na Universidade de São Paulo, em 1939. Em seguida, cursou mestrado em Saúde Pública na Universidade Johns Hopkins e Limnologia e Entomologia na University of Michigan e Smithsonian Institution (EUA), onde também estagiou. Ocupou vários cargos acadêmicos em diferentes universidades e publicou cerca de 220 artigos, além de três livros. Teve duas espécies de insetos e uma de parasita trematódeo batizadas em sua homenagem.

      Nomeado em 1950 o primeiro Diretor do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (então subordinado à Divisão da Organização Sanitária do Ministério da Saúde, posteriormente incorporado ao Insituto Nacional de Endemias Rurais e, finalmente, à Fundação Oswaldo Cruz), foi responsável pela estruturação das primeiras atividades científicas no CPqAM, aí permanecendo, como diretor e pesquisador, nos períodos  de 1950 a 1962 e de 1964 a 1968.

      A partir de 1950, dedicou-se, particularmente, ao estudo da esquistossomose, endemia de grande significação para a saúde da região, realizando assuntos sobre aspectos básicos da taxonomia, da biologia e da ecologia do parasita e de seus moluscos transmissores, em trabalhos pioneiros, reconhecidos no Brasil e no exterior, aos quais se seguiram investigações sobre a epidemiologia e métodos de controle da parasitose. Uma nova espécie de Trematoda (Echinostoma barbosai) foi criada em sua homenagem. Frederico Simões Barbosa foi um inovador, pois numa época em que a maior parte dos estudos era realizada com pacientes em clínicas e hospitais, desenvolveu pesquisas junto à comunidade.

      Em 1960, assumiu o cargo de perito em Doenças Parasitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS) e em Organismos Aquáticos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Também na OMS, em 1970, exerceu a função de Medical Officer, coordenando o programa de esquistossomose da OMS, na sede da organização em Genebra. Nessa atividade realizou muitas pesquisas, assessorias e avaliações de programas de pesquisas por todo o mundo, sobretudo na África.

      Simões Barbosa também fundou e foi presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (1977-1978). Em 1981 foi contratado como assessor da antiga Coordenadoria de Ciências da Saúde da Secretaria de Educação Superior do então Ministério da Educação e Cultura, além de coordenar em Brasília a elaboração do Programa de Interação Docente-Assistencial do MEC. Ocupou ainda, o cargo de diretor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Nacional de Brasília (1975/1976) e da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (1985-1989).

      Frederico Adolfo Simões Barbosa faleceu em 8 de março de 2004 deixando a lembrança de alguém que muito contribuiu para projetar o Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE), porém, ainda mais, a projeção dos estudos da Saúde Pública e da Epidemiologia  no Brasil.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      - Criação de estratégias para desenvolvimento das linhas de pesquisas específicas sobre transmissores da esquistossomose.

      - Realização de estudos sistemáticos sobre esses moluscos envolvendo a biologia e a ecologia do animal e a epidemiologia e controle da esquistossomose.

      - Apoio a pesquisas avançadas na área de endemias, entre elas, esquistossomose, filariose e peste bubônica.

      - Estabelecimento de convênios, com destaque para o firmado com a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, para a instalação de um pólo de investigação na área de peste.

      - Obtenção do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

      - Angariou investimentos de institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos, que disponibilizavam programas de auxílio à pesquisas na América Latina.

      Fonte:
      - Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37 (5): 427-428,set-out, 2004.
      - Memórias Revisitadas: o Instituto Aggeu Magalhães na vida de seus personagens: 277-311. Rio de Janeiro: Fiocruz, Casa de Oswaldo Cruz; Recife: Fiocruz, 1997.

  • Durval Tavares Lucena (1962-1964)
    • Durval_Tavares_de_LucenaDurval Tavares de Lucena nasceu em Pernambuco em 1908. Graduou-se médico pela Faculdade de Medicina do Recife em 1936, sendo diretor do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães de 1962 a 1964. Antes de assumir o cargo, foi médico docente livre de Parasitologia da Faculdade de Medicina do Recife por concurso a partir de 1940, disciplina a qual regeu interinamente em 1965.

      Como pesquisador, realizou trabalhos sobre transmissão da esquistossomose na região Nordeste. Seus trabalhos de maior repercussão envolveram o pioneirismo no estudo da biologia do barbeiro, vetor da doença de Chagas, em Pernambuco. Na área da epidemiologia da doença, estudou a distribuição geográfica do vetor, com destaque para o mapeamento deles no estado e no Nordeste. Também foi professor catedrático de Higiene e Puericultura do Instituto de Educação de Pernambuco por concurso realizado 1956.

      Antes de atuar no CPqAM, que ainda não era vinculado à Fiocruz, também coordenava um laboratório regional, vinculado ao Ministério da Saúde, o qual foi incorporado ao então Instituto Aggeu Magalhães (IAM), na sua gestão. Em 1983 foi intitulado Professor Emérito da Faculdade de Ciências Médicas. Faleceu no Recife em 3 de abril de 1985.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      Incremento da área de pesquisa em doença de Chagas.

       
  • Saul Tavares de Melo (1969-1973)
    • Saul_Tavares_de_MeloNascido em Macaparana, no interior de Pernambuco, Saul Tavares de Melo formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Pernambuco, em 1942. Depois de formado, fez concurso para trabalhar no Serviço Nacional de Peste do Ministério da Saúde. Atuou, inicialmente, em cidades do interior do estado, como Pesqueira e Caruaru. Depois foi promovido para chefiar um setor do serviço em Maceió (AL), onde atuou durante um ano e meio. Passou o ano de 1950 no Rio de Janeiro, onde fez um curso de sanitarista, formando-se no ano seguinte.

      Assumiu a gestão do CPqAM em 1969, por indicação da direção do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu), numa época em que o centro passava por um período de baixa produção científica Na sua gestão, o centro de pesquisas foi incorporado à Fiocruz (1970).

       
  • Dirceu Pessoa Pereira da Costa (1973-1978)
    • Dirceu_Pessoa_Pereira_da_Costa
       
  • Ageu de Godoy Magalhães Filho (1978-1986)
    • Ageu_Magalhaes_FilhoMédico, pesquisador, grande líder e amante da literatura fora Ageu Magalhães Filho. Pós-graduado em Patologia pela Universidade de Washington e em Imunologia pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de Tulane, de Nova Orleans (EUA), Magalhães Filho foi o primeiro patologista do Centro de Pesquisas Ageu Magalhães, atuando como pesquisador durante dez anos e depois como diretor da instituição de 1978 a 1986, numa gestão cheia de ganhos para o Centro. Aposentou-se em 2001.

      Como professor livre-docente em Patologia, atuou na Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e no Departamento de Anatomia Patológica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) onde foi professor titular por vários anos. Publicou vários trabalhos na Revista Brasileira de Medicina Tropical, conquistando o prêmio “Gerard Domack” ,em 1968, através de uma pesquisa que obtinha o mecanismo imunológico do Shistossoma mansoni no tecido humano, entre outros. Além de inúmeras publicações em revistas internacionais.

      O início de sua gestão no CPqAM/Fiocruz foi marcada pela reestruturação da instituição, que passava por dificuldades para conseguir pesquisadores. Ageu Filho propôs, então, uma parceria com os professores da UFPE que não dispunham na universidade de recursos para pesquisas. Estes se uniriam com os pesquisadores do CPqAM e realizariam pesquisas e estudos de grande relevância para Saúde Pública, como era o objetivo da Fiocruz.

      Magalhães Filho ainda conseguiu a verba da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para a realização de um projeto sobre antígenos estratégicos para diagnósticos, naquela época só importados dos Estados Unidos. Houve no CPqAM a produção desses antígenos numa escala que facilitou a aplicação para esquistossomose, filariose e peste. Em 1979, Ageu conseguiu a transferência dos pesquisadores Célio de Almeida e Alzira de Almeida, que trabalhavam em um laboratório pequeno de peste em Garanhuns, para o CPqAM. Algum tempo depois, Alzira conseguiu sintetizar o antígeno para o diagnóstico da peste, que naquela época só os Estados Unidos e a Rússia haviam feito.

      Junto à Prefeitura do Recife, Ageu Magalhães Filho iniciou um projeto de pesquisa para o Centro fazer um estudo das entero-bactérias patógenas (nos bairros pobres da cidade) que infectava as crianças, produzindo problemas de disenteria. Foi na gestão de Ageu Magalhães Filho que o CPqAM foi transferido para o campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Quando ainda era professor da UFPE, Ageu foi convidado pelo governo Japonês para a Universidade de Tokyo onde iniciou, junto a este governo a negociação de um convênio que consistia em construir, desenvolver, ampliar e equipar o núcleo de imunopatologia da universidade, quando conheceu o Prof. Keiso Asami e se tornaram grandes amigos (1979). A instalação seria feita em um dos andares do Hospital das Clínicas. Porém, após inspeção dos japoneses no local, foi declarado que as instalações eram inadequadas para a implantação de determinados equipamentos, causando constrangimento e tristeza para os pesquisadores pernambucanos. Magalhães Filho assumiu as rédeas da situação e teve uma idéia que mudou a história do CPqAM. Até então, estava longe de todo esse trâmite.

      A partir de um acordo com a UFPE, uma área de dois hectares do campus, próximo a área de Saúde, foi cedida para o CPqAM e a Fiocruz assumiu a construção do edifício no terreno cedido em regime de comodato. Em contrapartida, a Fiocruz cedeu à universidade o espaço necessário para instalar, dentro do CPqAM, o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) fruto do convênio com o Japão, articulado por Magalhães Filho. Assim, em 1986, o CPqAM foi transferido da Rua do Espinheiro para o campus da UFPE.

      Ageu Magalhães Filho ainda obteve o financiamento para vários projetos da Fiocruz, restaurou a estação de campo para estudo da esquistossomose situada em São Lourenço da Mata, iniciou a coordenação dos trabalhos de controle da peste em Exu, no Sertão do estado, e desenvolveu parcerias com a UFPE na área de Saúde Pública, principalmente ligadas ao ensino. Na sua gestão, foi inserido o curso de especialização em saúde pública ministrado atualmente nas dependências do CPqAM.

      Principais realizações de Ageu Magalhães Filho no CPqAM/Fiocruz:

      • Obtenção de financiamento para pesquisas em filariose;

      • Restauração da estação de campo de São Lourenço da Mata;

      • Financiamento da OMS para projetos do CPqAM;

      • Ação junto a Prefeitura do Recife para pesquisas de Entero-bactérias patógenas nos bairros pobres da cidade;

      • Obtenção de verba da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos);

      • Transferência do CPqAM da Rua do Espinheiro para o campus da UFPE;

      • Parceria com a UFPE para trabalhos em saúde pública, principalmente ligados ao ensino;

      • Curso de Especialização de Saúde Pública nas dependências do CPqAM.

      • A descoberta do mecanismo imunológico no tecido hepático através de Imunofluorescência do Schistossoma manssoni , que veio trazer inúmeras outras descobertas, principalmente no tratamento clínico.

      • Pelos seus méritos, conseguiu bolsa “ Fellow Ship”, pela Washington University para o Baners Hospital – 1953-1954.

      • Recebeu o Prêmio Carlos Chagas, pelo Instituto de Medicina Tropical, como Pesquisador do Ano – 1961.

      • Recebeu o título de Professor Emérito da UFPE, pela dedicação e amor pelo seu ofício por mais de 40 anos.

       
  • André Freire Furtado (1986-1993)
    • Andre_Furtado Nascido no Ceará, em 30 de novembro de 1937, André Furtado é biólogo, doutor em Biologia Animal pela Université Pierre et Marie Curie - Paris VI (França), com pós-doutorado em Ciências biológicas pela University of Aberdeen (Inglaterra).

      André Furtado é especialista no controle de vetores de doenças (Aedes aegypti, Aedes albopictus, Culex quinquefasciatus e triatomíneos), atuando principalmente na área de filariose bancroftiana e dengue.

      Começou sua carreira como professor da UFPE, onde ministrou, até 1988, as disciplinas genética e evolução, entomologia e fisiologia de insetos no atual Departamento de Genética da instituição. Desde 1986 é pesquisador da Fiocruz Pernambuco, do qual foi diretor entre 1986 e 1993. Furtado tem doutorado em biologia da reprodução e em ciências, pós-doutorado em biologia molecular e já orientou mais de 100 estudantes em programas de iniciação científica e 16 trabalhos de conclusão de mestrado e doutorado. Entre as suas contribuições para a ciência está o estudo da fisiologia e controle hormonal da reprodução dos triatomíneos, vetores da doença de Chagas.

      O pesquisador tem mais de 60 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais. Já recebeu diversos prêmios desde a graduação. Os mais recentes foram a Medalha Marechal Trompowsky, concedida pelo Instituto do Magistério do Exército, e o Mérito Científico, oferecido pela Academia Pernambucana de Ciências, ambos em 2004. Em 2003, Furtado foi agraciado como o cientista internacional do ano pelo International Biographical Centre, de Cambridge, na Inglaterra. No ano anterior, havia sido homenageado pelo Espaço Ciência, quando nomeou a premiação concedida numa feira de ciências (Prêmio André Furtado). Em 2008, recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, oferecida pela Presidência da República do Brasil.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      •Investimento na formação de recursos humanos (com a obtenção de 36 bolsas de Recursos Humanos de Áreas Estratégicas – RHAE, que permitiram que pesquisadores realizassem cursos de mestrado e doutorado em várias partes do país e no exterior);

      •Incentivo à formação de funcionários da área de gestão e integração com a Fiocruz RJ

      •Organização dos laboratórios por departamentos: Imunologia, Microbiologia, Parasitologia, Patologia e Biologia Celular, Entomologia e do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (Nesc).

      •Criação do e do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (Nesc)

      •Retomada do intercâmbio com grandes centros do nacionais e internacionais de fomento à pesquisa, promovendo aproximação com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

      •Realização de reuniões mensais com pesquisadores, técnicos e pessoal administrativo para discutir problemas pertinentes a cada categoria

      •Criação do Serviço de Estatística, embrião do atual Laboratório de Métodos Quantitativos •Construção do almoxarifado, do primeiro andar do biotério, do estacionamento do CPqAM.

      •Criação da Comissão Permanente de Licitações (CPL)

      •Início da informatização do centro de pesquisas

      Para outras informações, consulte o Currículo Lattes.

       
  • Eridan de Medeiros Coutinho (1993-1997)
    • Eridan_CoutinhoEridan de Medeiros Coutinho nasceu no Recife, em 7 de agosto de 1931. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (1954), mestrado em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (1974), doutorado e livre-docência em Patologia da Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco (1977). Sua pós-graduação foi complementada por cursos e estágios realizados em 1955 na Universidade de São Paulo, na Universidade de Harvard (Bostom, USA), onde estagiou como bolsista da Kellog Foudation, e na Inglaterra, como bolsista do British Council. Atualmente é pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz, honraria recebida em 2004 pela relevância da sua contribuição científica e serviços prestados à instituição.

      Como pesquisadora, tem realizado trabalhos na área da patologia das doenças tropicais, estudando, particularmente, a patobiologia do hospedeiro desnutrido em relação à esquistossomose e outras parasitoses. Sobre esse tema, seus trabalhos foram pioneiros, e têm sido citados por autores nacionais e estrangeiros.

      Eridan Coutinho ingressou no Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães em 1953, no então Departamento de Patologia, como auxiliar acadêmica, passando a técnica de pesquisa quando estava finalizando a graduação em Medicina. Após a conclusão da graduação, em 1954, ocupou o cargo de médico epidemiologista. Após concurso de títulos na Fiocruz em 1987, passou a exercer o cargo de pesquisadora titular, tendo se aposentado em 1996. Como consultora científica, continua exercendo, desde então, atividades no Departamento de Imunologia do CPqAM, tendo dirigido a instituição de 1993 a 1997.

      Também ocupou várias vezes a chefia do antigo Departamento de Patologia e Biologia Celular do centro de pesquisas, do qual também foi vice-diretora de 1963 a 1969 e de 1974 a 1979.

      Ao longo de sua trajetória, recebeu mais de 15 prêmios e homenagens, com destaque para a Medalha do Mérito Médico (Academia Pernambucana de Medicina), em 2009; a medalha do Mérito da Educação Médica Professor Otávio de Freitas (Escola Pernambucana de Medicina), em 2008; a Medalha Pirajá da Silva (Ministério da Saúde), em 2008; a Medalha de Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 1995; o Prêmio Pirajá da Silva, em 1995; e o Prêmio Carlos Chagas, em 1962, entre outros.

      Tem mais de 71 artigos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais, sete capítulos de livros publicados, além do prefácio do livro “Desnutrição-magnitude significado social e possibilidade de prevenção” (2000). Atualmente, coordena a Comissão de Ética no Uso de Animais do CPqAM/Fiocruz.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      - Implantação de nova estrutura organizacional, com discussão e aprovação de novo regimento interno e implantação do Núcleo de Planejamento.

      - Criação do Núcleo de Apoio Técnico-Científico, na área da manutenção

      - Criação do Núcleo de Informação Científica e de Comunicação, que teve origem no Setor de Estatística e, posteriormente se transformou em dois setores: Serviço de Informática e Laboratório de Métodos Quantitativos.

      - Incentivo à qualificação de recursos humanos no Brasil e no exterior

      - Criação do primeiro Mestrado em Saúde Pública de Pernambuco, aprovado pela Capes, integrando pesquisadores e docentes de diversos departamentos do CPqAM.

      - Série de ampliações e melhorias na infraestrutura do CPqAM, como as instalações do Núcleo de Informação Científica e Tecnológica e de Comunicação; do Serviço de Gestão (compras, planejamento e recursos humanos); das oficinas do Núcleo de Apoio Técnico e Científico (elétrica, eletrônica, de refrigeração e marcenaria) do bloco de gabinetes para pesquisadores; insetário; almoxarifado, entre outras.

      - Reforma das estações de campo de Exu e Barca Pellon (São Lourenço da Mata), que foram posteriormente desativadas em outra gestão.

      - Criação da Jornada de Iniciação Científica do CPqAM.

      - Criação do Informe CPqAM, boletim informativo das atividades da instituição.

      Para saber mais, acesse o Currículo Lattes.

       
  • Alexandre Bezerra de Carvalho (1997-2001)
    • Alexandre_Bezerra
       
  • Rômulo Maciel Filho (2001-2005/2005-2007)
    • Romulo_Maciel Romulo Maciel Filho nasceu no Recife. Graduou-se em economia em 1983. Possui mestrado em Planejamento e Gestão de Políticas de Saúde pela Leeds Metropolitan University (1997) e doutorado pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS/UERJ), concluído em 2007. É servidor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desde 1986. Em outubro de 2009, licenciou-se da instituição para assumir a presidência da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), estatal vinculada ao Ministério da Saúde (MS).

      Ao longo de sua carreira, Maciel Filho exerceu várias atividades de gestão no setor público. Foi vice-presidente de Desenvolvimento Institucional e Gestão do Trabalho da Fiocruz, no Rio de Janeiro, de 16 de fevereiro a 31 de agosto de 2009. De maio de 2007 a dezembro de 2008, atuou como assessor especial do ministro de Estado da Saúde, José Gomes Temporão, em Brasília. Ainda no MS, foi diretor da Secretaria de Políticas de Saúde, de 1999 a 2000, e gerente administrativo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 1998 a 1999, sendo um dos responsáveis por sua fundação.

      Foi diretor do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), a Fiocruz de Pernambuco, de dezembro de 2001 a dezembro de 2005. Ao término do primeiro mandato, foi reconduzido ao cargo, em que permaneceu até abril de 2007. Trabalhou como vice-diretor do CPqAM/Fiocruz de 1993 a 1997. Figurou como um dos fundadores e coordenador do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva (Nesc) – hoje Departamento de Saúde Coletiva - dessa unidade da Fundação, de 1989 a 1993.

      De 2003 a 2006, Maciel Filho atuou, paralelamente à gestão da Fiocruz de Pernambuco, como vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e, de 2002 a 2007, como membro do Conselho de Administração do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), a unidade produtora de vacinas e kits de diagnóstico da Fiocruz.

      Na sede da Fundação, no Rio de Janeiro, foi chefe de gabinete do presidente Paulo Buss, de 2000 a 2001, além de assessor do presidente Sergio Arouca, de 1988 a 1989, período em que participou do projeto de modernização administrativa da instituição, que deu origem ao modelo de gestão participativa vigente até hoje. Também na capital fluminense, atuou como assessor chefe de Orçamento da Secretaria Municipal de Saúde, de 1984 a 1985.

      Sua produção intelectual se dá no campo da Ciência Política e do Planejamento e Administração em Saúde, enfocando temas relativos às políticas de saúde, particularmente na área de recursos humanos em saúde. Recentemente, publicou o livro "Rumo ao interior: médicos, saúde da família e mercado de trabalho”, com co-autoria da pesquisadora da Fiocruz Alice Branco, além de possuir quatro artigos publicados em periódicos científicos.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      - Desenvolvimento do programa de ensino de pós-graduação Lato sensu voltado para o SUS e o Stricto sensu, com a criação do Doutorado próprio em Saúde Pública e do mestrado profissional.

      - Consolidação dos serviços de referência por meio da integração com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

      - Implantação do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB 3) e do Laboratório de Virologia e Terapia Experimental (Lavite), atual Departamento de Virologia e Terapia Experimental.

      - Criação do Núcleo de Plataformas Tecnológicas (NPT), área destinada ao uso coletivo de equipamentos de última geração.

      - Transferência para o Recife do Laboratório de Esquistossomose, antiga Estação Barca Pellon, que funcionava em São Lourenço da Mata, município da Região Metropolitana do Recife.

      - Início das obras de ampliação da Fiocruz de Pernambuco, dentro do plano de investimentos em obras de modernização da infraestrutura do centro de pesquisas em 2006.

      - Preenchimento de 40 vagas na realização do concurso público da Fiocruz em 2006.

      - Modificação da dinâmica da direção, aproximando sua estrutura à adotada pela Presidência da Fiocruz, com três vice-direções: pesquisa, ensino e desenvolvimento institucional (atuais vice-diretorias de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e serviços de referência; ensino e informação científica e gestão e desenvolvimento institucional, respectivamente).

      - Aperfeiçoamento dos mecanismos de deliberação, condução e dinamização do Conselho Deliberativo da instituição, que passou a ter agenda mensal.

      - Implantação e fortalecimento da área de Comunicação Social para desenvolver um projeto de divulgação permanente das atividades realizadas pelo centro de pesquisas principalmente junto à sociedade.

      Para outras informações, consulte o Currículo Lattes.

       
  • Eduardo Freese de Carvalho (2007 a 2013)
    • freese direcao web

      Eduardo Freese é médico sanitarista, nascido no Rio de Janeiro (RJ). Graduou-se na Universidade Federal de Pernambuco (1974) e especializou-se em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).  Pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) fez mestrado em Medicina Social e na Universidade Complutense (Madri/Espanha) realizou o seu doutorado em Ciências Sociossanitárias. Em 1978 foi aprovado em concurso público para professor do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

      Ingressou na Fiocruz Pernambuco em 1985, instituição na qual vem ocupando diversos cargos. Em 1987, coordenou a implantação do Departamento de Saúde Coletiva (Nesc). Foi o primeiro chefe desse departamento (1987-1989), cuja administração assumiu pela segunda vez no período de 1997 a 1998. Na área de gestão, esteve de 1999 a 2007 à frente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. Posteriormente, (2002 a 2007) exerceu o cargo de vice-diretor de Ensino. Tornou-se diretor em 2007, sendo reeleito para o cargo em 2009.
      Nos últimos 20 anos, vem trabalhando no fortalecimento e integração das áreas de pesquisa e ensino em Saúde Pública da instituição, compreendendo a interdisciplinaridade do campo. Em 1996, participou da implantação e coordenou o Mestrado em Saúde Pública da Fiocruz PE. Em 2003, atuou na implantação e coordenação do Doutorado em Saúde Pública da instituição.
      Participou da fundação do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) em 1975. Posteriormente foi vice-presidente, membro do conselho fiscal e do conselho editorial da entidade. Foi sócio-fundador da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) e delegado da VIII Conferência Nacional de Saúde (1986), evento determinante para o início do processo de Reforma Sanitária no Brasil.
      Na condição de pesquisador, Eduardo Freese vem se dedicando, principalmente, à epidemiologia das doenças crônicas e à avaliação de programas e serviços de saúde. É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Também organizou e foi autor de três livros: Municípios: a gestão da mudança em saúde (2004), Epidemiologia, políticas e determinantes das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil (2006) e Vinte anos de evolução da Dengue no Estado de Pernambuco (2008). Atualmente é membro do conselho editorial e consultor ad hoc de várias publicações relevantes na área da Saúde Pública brasileira.

      Principais realizações na Fiocruz PE

      - Criação de um segundo programa de pós-graduação de mestrado e doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde.
      - Implantação de políticas de qualidade, de biossegurança e de gestão ambiental na Fiocruz PE.
      - Elaboração do Plano Diretor Ambiental (PDA) da instituição.
      - Reestruturação do Serviço de Apoio Técnico Científico (Satec) e criação da área de Projetos de Arquitetura e Gestão Ambiental (Proaga).
      - Continuidade nas obras de ampliação do Centro de Pesquisas. Alguns exemplos: ampliação e reforma dos laboratórios e gabinetes do bloco B, com os novos laboratórios de Entomologia, Microbiologia, Parasitologia e Imunologia. Ampliação do bloco G – Departamento de Saúde Coletiva, com criação de novas salas de aula. Reforma da biblioteca e criação de sala multimídia (vídeo-conferência). Construção do Departamento de Virologia e Terapia Experimental (Lavite) no terceiro andar do bloco B. Reforma do auditório e da quadra poliesportiva. Criação do Espaço Saúde e Letras.
      - O Serviço de Referência Nacional em Filarioses recebeu a acreditação conjunta do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e Joint Commission Internacional (JCI).
      - Cooperações internacionais com as universidades Johns Hopkins, Michigan, Pittsburgh e Manchester, com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD - França) e a Escola de Medicina Tropical e Higiene de Londres.
      - Um novo convênio foi desenvolvido em 2010 com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), exclusivamente para apoio a pesquisa.
      - Ações na área de comunicação social: implantação do novo site da instituição. Produção de vídeos institucionais e sobre doenças negligenciadas. Realização do Seminário Comunicação e Doenças Negligenciadas e do curso “Ciência e mídia: capacitação em jornalismo científico”. 

      Para outras informações, consulte o Currículo Lattes.

       

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