Institucional

Fevereiro | Alzira Almeida

                                                                                                                                      Clique na imagem para expandir

O Calendário 2021 da Fiocruz Pernambuco tem como homenageada, no mês de fevereiro, a cientista Alzira Almeida. Pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz, desde 29 de maio de 2019, Alzira é uma referência nacional para os estudos da Peste1.

Nascida no município de Palmares, zona da mata sul de Pernambuco, em 1943, Alzira Almeida começou a trabalhar com a peste. No início, de 1966 a 1973,  trabalhou na cidade de Exu, sertão pernambucano, onde integrou a equipe que implantou o Plano Piloto da Peste. Naquela época, a cidade que fica a 688 km da capital, não contava nem com abastecimento de água, nem energia elétrica. Mesmo em situação tão adversa, o trabalho realizado alcançava níveis internacionais. Após a passagem pelo agreste do estado (Garanhuns), seguiu para o Recife, em 1982, onde desenvolve pesquisas até hoje no Instituto Aggeu Magalhães – IAM/Fiocruz Pernambuco.

Entre as inúmeras contribuições que Dra. Alzira tem prestado à ciência do Brasil, destaca-se a implantação da produção do antígeno para diagnóstico da peste no país, que garante até hoje os serviços de vigilância da enfermidade.

Ilustrando o mês de fevereiro no nosso calendário, a arte feita pelo artista Márcio Button (Afrocollage), traz várias referências à trajetória da cientista. Saiba quais são:

A pulga _ Pulgas infectadas são os principais vetores da bactéria Yersinia pestis, causadora da peste bubônica.

O prédio _  O prédio é a fachada do Laboratório de Peste em Exu, cidade localizada no sertão de Pernambuco, onde Alzira Almeida desenvolveu os seus primeiros estudos sobre a peste.

O roedor _ Os roedores são os principais hospedeiros da pulga que transmite a peste.

O chapéu de couro_  O típico chapéu de vaqueiro, feito de couro, remete ao título de cidadã que ela recebeu da cidade de Exu, por ocasião dos 50 anos do Programa de Peste, em 2016. Na ocasião, Alzira Almeida recebeu simbolicamente um chapéu como esse.

 

 

Para saber mais sobre a sua trajetória profissional, acesse a Galeria de Honra da Fiocruz

 

 

[1] Doença infeciosa causada pela bactéria Yersinia pestis.

<< Veja a homenageada de janeiro