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Departamento de Virologia Virologia e Terapia Experimental / IAM

O Laboratório de Virologia e Terapia Experimental (LaViTE), do Instituto Aggeu Magalhaes (IAM), iniciou em 2003 com a contratação de Dr. Ernesto T. A. Marques pelo diretor, Dr. Romulo Maciel, como consultor para planejar e implementar um centro de estudos para as doenças virais de relevância a saúde pública no Nordeste do Brasil. O Laboratório foi estruturado com uma equipe multidisciplinar com expertises nas áreas de biologia estrutural e molecular, genética, virologia molecular e clínica, imunologia e em pesquisa translacional. As pesquisas do departamento usariam como ferramenta principal para os seus estudos amostras clínicas bem caracterizadas obtidas a partir de estudos clínicos epidemiológicos.

Entre 2004 e 2009, o departamento contou com um aporte financeiro proveniente de projetos em colaboração com o Dr. Thomas August da The Johns Hopkins University School of Medicine. Estes projetos contaram com investimentos de aproximadamente 7 milhões de dólares envolvendo capital, insumos e bolsas. Os objetivos destes estudos foram de mapear as respostas imunes contra Dengue, Febre Amarela, Hepatite A, e Raiva; e desenvolver novos diagnósticos, tratamentos e vacinas. Vários epítopos foram identificados e o LaViTE é um dos grandes contribuintes do Immune Epitope Database (IEDB). Em 2006, o diretor do IAM, Dr. Eduardo Freese, consolidou o LaViTE como um dos departamentos do IAM. Em 2008, o departamento organizou o primeiro PanAmerican Dengue Research Network Meeting (PADRNM) com apoio da Organização Pan Americana de Saúde — OPAS. Este encontro foi um grande sucesso que continua até hoje e se tornou um dos encontros científicos em arboviroses mais importantes das Américas.

Em 2010, o espaço físico do departamento se encontrava pequeno e com apoio da presidência da Fiocruz, Dr. Paulo Gadelha, do Dr. Eduardo Freese e a ajuda do Dr. André Furtado se iniciou a construção das novas instalações que foram concluídas em 2013. O departamento conta com 850 m², 50 bancadas de trabalho, salas de cultura de células com nível de segurança NB2, sala para diagnósticos clínicos e vários outros pontos de trabalho específicos adequadamente equipados.

Em 2011 o IAM assinou um acordo de cooperação tecnológica com a Graduate School of Public Health da University of Pittsburgh (GSPH-PITT). O LaViTE foi o primeiro laboratório da Fiocruz inspecionado pela ANVISA e em 2016 se tornou serviço de referência regional em arboviroses. Atualmente o LaViTE conta com 10 servidores e vários colaboradores estudando doenças virais. Principalmente as arboviroses: Dengue, Zika, Febre Amarela e Chikungunya e doenças transmitidas pelo sangue como HIV-1, HTLV-1, HTLV-2, HCV bem como outras pandemias como influenza, etc. Entre as várias contribuições cientificas mais importantes, se destacam: 1) o isolamento e sequenciamento de vários vírus da região, 2) a construção de clones infecciosos 3) a identificação da epidemia de Zika e a sua associação com doenças congênitas, 4) ao desenvolvimento de uma vacina contra Febre Amarela e 5) o desenvolvimento de um teste diagnostico que permitiu o estudo mais detalhado do perfil da eficácia e segurança da vacina contra dengue Dengvaxia.

Atualmente o departamento conduz vários estudos de grande porte como: o estudo de fase III de uma vacina tetravalente contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantã, o estudo de Zika in Infants and Pregnancy — ZIP coordenado pelo NIH e a Fiocruz e vários projetos em colaboração com a União Europeia: ZikAlliance e Zika Plan, um estudo de soro prevalência de arboviroses em colaboração com a OPAS e vários outros. O LaViTE possui colaborações com pesquisadores de outros departamentos e outras unidades da Fiocruz assim como com pesquisadores de outras instituições nacionais e estrangeiras. Através do programa CuraZika o departamento junto com a Universidade de Pittsburgh financiam estudos pilotos de Jovens pesquisadores do LaViTE em colaboração com pesquisadores da GSPH-PITT.

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