Fiocruz PE participa de encontro nacional sobre o Programa Cozinha Solidária
Por: Andressa C. Lira
Representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Fiocruz e de instituições parceiras se reuniram, nos dias 28 e 29 de janeiro de 2026, em São Paulo (SP), para avaliar os cursos-piloto do Programa Cozinha Solidária e definir estratégias para a ampliação da iniciativa em âmbito nacional. O encontro da Comissão Político-Pedagógica do Curso Piloto de Formação do Programa Cozinha Solidária aconteceu na Escola Nacional Paulo Freire e teve como foco a sistematização dos aprendizados das formações realizadas em 2025.
As discussões foram orientadas pela troca de experiências construídas nos territórios e pela avaliação conjunta dos cursos-piloto realizados em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, entre agosto e novembro de 2025. Ao todo, cerca de 90 participantes integraram as atividades formativas, que combinaram momentos presenciais e comunitários e abordaram temas como combate à fome, produção de alimentos, boas práticas, organização do trabalho, economia popular e geração de renda.

Durante o encontro, a coordenação político-pedagógica analisou os principais desafios e aprendizados do processo formativo, definiu prioridades para o aprimoramento da proposta pedagógica e delineou estratégias para fortalecer a atuação da rede no enfrentamento à insegurança alimentar em diferentes contextos comunitários.
Para a diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Patrícia Gentil, a avaliação marca um avanço na consolidação da formação como eixo estruturante da política pública. “A prioridade é garantir que a formação dialogue com a realidade dos territórios e fortaleça as cozinhas solidárias como espaços de segurança alimentar, organização comunitária e promoção de direitos”, destacou.
A Fiocruz Pernambuco, como uma das instituições que constrói desde o início esse processo através da pesquisadora Paulette Cavalcanti, esteve representada no encontro por meio de Débora Fonsêca, da Coordenação de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (CAAPS), e de Romildo Albuquerque, pesquisador e integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Também estiveram presentes integrantes da coordenação estadual do curso-piloto, acompanhados de Luiza de Melo, representante da Associação Mãe Terra. A participação reafirma o compromisso institucional com o fortalecimento das redes comunitárias de solidariedade e com práticas educativas voltadas à saúde coletiva e à justiça alimentar nos territórios.

Ao final, o encontro consolidou diretrizes que servirão de base para novas formações e para a implementação em escala da Modalidade de Apoio à Formação do Programa Cozinha Solidária, instituída em 2024, contribuindo para o fortalecimento de uma política pública de segurança alimentar e nutricional que valorize os protagonismos locais e a articulação intersetorial em todo o país.







