Mudanças climáticas e seus impactos na saúde em debate com a comunidade acadêmica do IAM
O que está acontecendo com o clima que tem causado eventos extremos cada vez mais frequentes? O que isso tem a ver com a saúde? Esses foram alguns questionamentos abordados na aula inaugural 2023 da Fiocruz Pernambuco, realizada na manhã de hoje (12/05), com palestra do pesquisador Christovam Barcellos, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).
De acordo com ele, as mudanças no clima e a ocorrência de eventos extremos cada vez mais frequentes relacionados a esse fator - caso dos furacões de longa duração - são consequências de ações humanas e não naturais (aumento da emissão de luz solar ou vulcões, por exemplo). O palestrante deu exemplos de como os impactos sobre a saúde, resultantes dessas mudanças, são sentidos de forma direta ou indireta.
Entre as formas diretas estão as ondas de calor intensas, como a vivida no último verão europeu em Londres; as inundações - caso do Rio Negro em Manaus (AM) - e secas. Essas situações, vividas diferentemente por grupos sociais, exigem acesso da população à saúde e/ou reconstruções de casas, comércios e áreas de lazer.
Indiretamente, a crise climática tem provocado a expansão das áreas de transmissão de doenças relacionadas a vetores (dengue, esquistossomose e leptospirose) e o aumento dos riscos de casos de doenças de veiculação hídrica; além da potencialização do efeito da poluição atmosférica sobre a saúde.

"O pesquisador (da saúde) deve questionar como as mudanças climáticas impactam sobre seu tema de estudo. Também há necessidade de ser criada uma agenda nacional sobre clima e saúde. Esses processos são globais, mas é preciso entender o que acontece por regiões e tomar decisões locais", destacou Barcellos, apontando ações a serem adotadas para lidar com o problema.
O geógrafo e doutor em geociências falou para a uma plateia formada por pós-graduandos em Saúde Pública, Biociências e Biotecnologia em Saúde, da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, por pesquisadores/docentes e por gestores da Fiocruz PE.


Compuseram a mesa de abertura, a partir da esquerda: a representante da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz PE, Thaiany Matoso; a vice-coordenadora da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, Maria da Penha Santos; a vice-diretora de Ensino e Informação Científica, Sheilla Oliveira; o pesquisador do Icict Christovam Barcellos; a coordenadora-geral adjunta de Educação da Fiocruz, Eduarda Cesse; a coordenadora de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, Idê Gurgel; a coordenadora do Programa Acadêmico de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Aline do Monte Gurgel; a coordenadora do Programa de Pós-graduação em Biociências e Biotecnologia em Saúde (BBS), Zulma Medeiros e o coordenador do Programa Profissional de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Garibaldi Gurgel.







