Institucional

Simpósio Saúde e Cultura | o patrimônio imaterial como recurso social na saúde

Publicado em 28 de Janeiro de 2020

Começou hoje (28/1), na cidade de Exu (PE), o simpósio “Saúde e Cultura: o patrimônio imaterial como recurso social na saúde”. A atividade faz parte do o Encontro Saberes da Caatinga da Chapada do Araripe, evento realizado há quatro anos pela Fiocruz Pernambuco. Tendo como objetivo promover o diálogo sobre a relação da saúde e da cultura – considerando a saúde como um bem social e que mesma se encontra unida à cultura e aos recursos socias de um povo -  o evento, este ano em especial, está buscando a patrimonialização das rezadeiras/benzedeiras do Sertão do Araripe, através da construção de um inventário. Para conseguir alcançar este pleito, o simpósio ganhou apoiadores de peso: a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Estado (Fundarpe; o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); o Projeto de Inventário das Rezadeiras e Benzedeiras do sertão do Araripe; e o Centro Acadêmico de Vitória de Santo Antão da Universidade Federal de Pernambuco.

Para Islândia Carvalho, pesquisadora do departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco e uma das idealizadoras do Encontro junto com um grupo de nove residentes em Saúde Coletiva, intitulado Grupo Meu Jardim, “A importância do processo de patrimonialização é de reconhecer os saberes de rezadeiras/benzedeiras, uma vez que patrimonializar é promover a continuidade histórica, repassar saberes e valorizar a tradição além dos sujeitos que possuem o dom”, justificou.

 

Islândia Carvalho - Simpósio Saúde e Cultura: o patrimônio imaterial como recurso social na saúde

 

O encontro, que é aberto ao público, continua com cerca de 70 participantes entre estudantes de diversas áreas, profissionais de saúde e benzedeiras.