Institucional

O Instituto Aggeu Magalhães

1950

Inauguração do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) no segundo dia do mês de setembro. A solenidade marcou o encerramento do VIII Congresso Brasileiro de Higiene, realizado naquele ano no Recife. O instituto pertencia a Divisão de Organização Sanitária(DOS) do Ministério da Educação e Sa.

Na primeira década de existência, a esquistossomose, principalmente através dos estudos sobre ecologia dos moluscos e a ação dos moluscicidas, foi o principal tema dos estudos desenvolvidos no IAM. A filariose também foi alvo de estudos, a exemplo de inquérito epidemiológico realizado no bairro de Afogados para levantar o grau de prevalência da doença no Recife.

1950

Inauguração do Instituto Aggeu Magalhães (IAM) no segundo dia do mês de setembro. A solenidade marcou o encerramento do VIII Congresso Brasileiro de Higiene, realizado naquele ano no Recife. O instituto pertencia a Divisão de Organização Sanitária(DOS) do Ministério da Educação e Sa.

Na primeira década de existência, a esquistossomose, principalmente através dos estudos sobre ecologia dos moluscos e a ação dos moluscicidas, foi o principal tema dos estudos desenvolvidos no IAM. A filariose também foi alvo de estudos, a exemplo de inquérito epidemiológico realizado no bairro de Afogados para levantar o grau de prevalência da doença no Recife.

1951

Lançamento da revista científica “Publicações Avulsas do Instituto Aggeu Magalhães”. A publicação manteve periodicidade anual até o volume 5, em 1956. O volume 6 foi organizado em 1962 como uma coletânea dos trabalhos já publicados pelos pesquisadores no período de 1956 a 1962.

1956

Mudança organizacional promovia pelo governo de Juscelino Kubitschek: o IAM passou a ser vinculado ao Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), setor dedicado a pesquisa do Departamento de Endemias Rurais (DNERu) criado nesse ano. Também passaram a fazer parte da estrutura do INERu: o Núcleo Central de Pesquisas da Guanabara, no Rio de Janeiro, o Centro de Pesquisas de Belo Horizonte, em Minas Gerias e o Núcleo de Pesquisas da Bahia. Em 1958, o Decreto nº 43.620, de 29 de Abril de 1958 determinou que o instituto passasse a se chamar Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. 

1956

Mudança organizacional promovia pelo governo de Juscelino Kubitschek: o IAM passou a ser vinculado ao Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), setor dedicado a pesquisa do Departamento de Endemias Rurais (DNERu) criado nesse ano. Também passaram a fazer parte da estrutura do INERu: o Núcleo Central de Pesquisas da Guanabara, no Rio de Janeiro, o Centro de Pesquisas de Belo Horizonte, em Minas Gerias e o Núcleo de Pesquisas da Bahia. Em 1958, o Decreto nº 43.620, de 29 de Abril de 1958 determinou que o instituto passasse a se chamar Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. 

1960

Nessa década, o IAM participou dos programas de trabalho criados pelo DNERu visando a intensificação do controle as endemias rurais, tais como: Plano Piloto para Experimentação e Avaliação da Metodologia no Controle da Esquistossomose; Investigações e Estudos sobre Doença de Chagas; Pesquisas sobre Leishmanioses; Projeto Piloto para Pesquisas Aplicadas ao Combate a Peste no Brasil. No Plano Piloto da Esquistossomose e no Plano Piloto da Peste, a instituição teve atuação destacada:

Projeto piloto realizado em Fontezinha (PE), foi destaque do PP da Esquistossomose. Iniciativa do IAM, além de ter sido um dos primeiros estudos de comunidade, longitudinal sobre a doença realizados no Brasil, na experiência não se usou nenhum produto químico no combate ao caramujo e foram enfatizadas ações de saneamento e educação sanitária.

 

 

 

No Plano Piloto da Peste, o IAM liderou a parceria estabelecida pelo Ministério da Saúde com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan Americana de Saúde (Opas). O trabalho, que teve como polo de investigação a cidade e de Exu (PE), realizou estudos importantes para a compreensão da doença, sua transmissão e controle.

1970

Novo arranjo na organização do governo federal: por meio de decretos, o governo de Garrastazu Médici desmembrou o INERU do DNERu: o INERu passou a integrar a Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com a denominação de Instituto de Endemias Rurais. E o DNERu, juntamente com as Campanhas de Erradicação da Varíola e da Malária, passou a constituir a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam).

1970

Novo arranjo na organização do governo federal: por meio de decretos, o governo de Garrastazu Médici desmembrou o INERU do DNERu: o INERu passou a integrar a Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com a denominação de Instituto de Endemias Rurais. E o DNERu, juntamente com as Campanhas de Erradicação da Varíola e da Malária, passou a constituir a Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam).

1976

Aprovação, pelo Ministério da Saúde, do Plano de Reorientação Programática da Fiocruz e os centros e núcleos regionais passaram a ser unidades especiais da instituição: Centro de Pesquisas René Rachou, em Minas Gerais; Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz, na Bahia e o Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, em Pernambuco.

1979

Investimentos são priorizados para a área de imunologia e o IAM/Fiocruz começou a desenvolver projeto sobre antígenos estratégicos para diagnóstico em especial da esquistossomose, filariose e peste.

1979

Investimentos são priorizados para a área de imunologia e o IAM/Fiocruz começou a desenvolver projeto sobre antígenos estratégicos para diagnóstico em especial da esquistossomose, filariose e peste.

1982

Pesquisadores conseguiram fazer pela primeira vez no Brasil a extração do antígeno do bacilo da peste. Tem início também a produção de conjugado para diagnóstico da peste por imunofluorescência. Ainda hoje, o IAM/Fiocruz é o único produtor e fornecedor nacional dos insumos para a diagnóstico da doença. 

1986

Inauguração das novas instalações no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Até então a sede do instituto estava localizada na Rua do Espinheiro, ao lado do Hospital Centenário (atual Hospital dos Servidores do Estado). 

A partir desse ano, os estudos sobre filariose tomaram um novo impulso. Em 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do instituto como um projeto modelo internacional. Nesse estudo, na parte clínica o destaque foi o avanço no diagnóstico, localizando o verme adulto no corpo do paciente através de ultrassom. E pioneirismo no controle biológico do vetor da doença com utilização de bactérias entomopatogênicas. 

1986

Inauguração das novas instalações no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Até então a sede do instituto estava localizada na Rua do Espinheiro, ao lado do Hospital Centenário (atual Hospital dos Servidores do Estado). 

A partir desse ano, os estudos sobre filariose tomaram um novo impulso. Em 1991, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do instituto como um projeto modelo internacional. Nesse estudo, na parte clínica o destaque foi o avanço no diagnóstico, localizando o verme adulto no corpo do paciente através de ultrassom. E pioneirismo no controle biológico do vetor da doença com utilização de bactérias entomopatogênicas. 

1987

Criação do Serviço de Filariose que passou a ser reconhecido como referência nacional pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria n.º 410, de 12 de setembro de 2002. O SRNF é o único serviço de referência no Brasil a abranger atividades multi e interdisciplinares nas áreas clínica, epidemiológica e laboratorial. Atualmente, a instituição conta com sete serviços de referência credenciados pelo Ministério da Saúde com atuações nacionais ou regionais: Filarioses, Peste, Leishmanioses, Doença de Chagas, Culicídeos Vetores, Esquistossomose e Arbovírus. Este último, o mais recente, foi implantado em 2016.

Também em 1987, o IAM/Fiocruz passou a ofertar cursos de especialização em saúde pública, por meio do recém criado Núcleo em Estudos em Saúde Coletiva (NESC). A partir de 1991, teve início o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

 

1996

Expansão do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública para o nível stricto sensu com a criação do Mestrado em Saúde Pública. Em 1999, passou também a oferecer o Doutorado em Saúde Pública, ainda interinstitucional, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. Foi primeiro no país nessa modalidade. Em 2003, foi iniciado o Doutorado  próprio da instituição. 

1996

Expansão do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública para o nível stricto sensu com a criação do Mestrado em Saúde Pública. Em 1999, passou também a oferecer o Doutorado em Saúde Pública, ainda interinstitucional, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. Foi primeiro no país nessa modalidade. Em 2003, foi iniciado o Doutorado  próprio da instituição. 

2004

Inauguração do Laboratório de Nível de Biossegurança 3 – NB3, o primeiro da rede de Laboratórios de Nível de Biossegurança 3-NB3 construído no país. O NB-3 do IAM/Fiocruz presta serviços para o Ministério da Saúde e aos laboratórios centrais estaduais (Lacens) do Nordeste. As atividades científicas concentram-se nas áreas de peste, hantavirose e tuberculose. 

2011

Ensino tem nova expansão: criado novo Programa de Pós-Graduação, o Mestrado Acadêmico e Doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde. E em 2014 passou a oferecer cursos a distância, com o lançamento da plataforma do Ensino a Distância do IAM/Fiocruz, possibilitando que cursos e disciplinas cheguem aos locais mais distantes do Nordeste atuando assim na formação de profissionais para o SUS. 

2011

Ensino tem nova expansão: criado novo Programa de Pós-Graduação, o Mestrado Acadêmico e Doutorado em Biociências e Biotecnologia em Saúde. E em 2014 passou a oferecer cursos a distância, com o lançamento da plataforma do Ensino a Distância do IAM/Fiocruz, possibilitando que cursos e disciplinas cheguem aos locais mais distantes do Nordeste atuando assim na formação de profissionais para o SUS. 

2015

Aprovação de patente pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) de uma nova técnica de diagnóstico: diagnóstico molecular PCR em tubo único. 

2016

Criação do Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia (Merg). Formado por instituições nacionais e internacionais, sob a coordenação do IAM/Fiocruz, o grupo é responsável pela investigação do tema sob uma abordagem clínico-epidemiológica. 

Início dos testes clínicos de uma vacina contra dengue, a primeira a ser produzida no Brasil. O projeto é uma parceira do Instituto Butantã, de São Paulo. 

 

2016

Criação do Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia (Merg). Formado por instituições nacionais e internacionais, sob a coordenação do IAM/Fiocruz, o grupo é responsável pela investigação do tema sob uma abordagem clínico-epidemiológica. 

Início dos testes clínicos de uma vacina contra dengue, a primeira a ser produzida no Brasil. O projeto é uma parceira do Instituto Butantã, de São Paulo. 

 

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Este conteúdo foi desenvolvido por Silvia Santos e atualizado no dia 02 de dezembro de 2019.


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